Apresentação
As micro e pequenas empresas – MPEs são reconhecidamente um poderoso instrumento de promoção social, desenvolvimento tecnológico e crescimento econômico.
Nos últimos anos, governo, agências para-governamentais e entidades privadas vêm levado à frente iniciativas que visam a estabelecer um “ecossistema” propício aos pequenos negócios, atuando em diversas vertentes.
De fato, o desenvolvimento, a competitividade e a sustentabilidade dos micro e pequenos negócios dependem de diversos fatores, tanto externos quanto internos à realidade de atuação da empresa.
No que diz respeito ao ambiente externo, o Governo Federal já implementa com sucesso várias políticas estruturantes e totalizantes (no sentido de coordenar e articular as ações de todos os órgãos diretamente afeitos ao tema), a exemplo de políticas de crédito, simplificação e desoneração tributária, desburocratização, acesso a mercados e outras.
No que diz respeito ao ambiente estritamente interno às empresas, há várias ações em andamento, mas não políticas estruturantes e totalizantes como descritas acima. Urge preencher essa lacuna, a começar com a questão da capacitação dos tomadores de decisão e assunção de risco empresarial no âmbito das micro e pequenas empresas.
De fato, a capacitação de empresários de MPEs, orientada para a melhoria dos processos de gestão empresarial, tem sido destacada há bastante tempo nos principais fóruns de debate e formulação de políticas públicas como o mais importante fator de melhoria do ambiente interno às empresas, aquele de resultados mais imediatos e com maior potencial de maximizar o aproveitamento das politicas e ações para a promoção das MPEs.
No cenário econômico-empresarial atual, caracterizado por constantes transformações e novos desafios, o conhecimento atualizado e a aplicação eficiente de modelos de negócios e de ferramentas de gestão adequados é, cada vez mais, fator crucial do sucesso dos pequenos negócios.
A qualidade da gestão das empresas, que está diretamente correlacionada à formação e capacitação dos gestores, tem inegável impacto no seu desempenho competitivo. Por exemplo, na literatura sobre empreendedorismo, são muitos os casos de empresários iniciantes – especialmente aqueles de origem em carreiras de tecnologia – que sucumbem devido ao desconhecimento de técnicas fundamentais para o sucesso de um negócio (capitalização, fluxo de caixa e administração de estoques, gestão de recursos humanos, proteção de direitos de propriedade intelectual, impulso empreendedor, etc.).
A disseminação de boas práticas de gestão para as micro e pequenas empresas também contribui para a competitividade das médias e grandes empresas e da economia brasileira como um todo ao viabilizar um melhor aproveitamento dos recursos e oportunidades disponíveis, maior eficiência de cadeias produtivas (os pequenos negócios atuam como elos importantes dessas cadeias) e ao capacitar recursos humanos (muitos dos profissionais das grandes empresas iniciaram carreira nas micro e pequenas empresas).
É nesse contexto que o Governo Federal, por meio de Portaria do Ministro Fernando Pimentel, instituiu o Plano Nacional de Capacitação e aperfeiçoamento de Empresários e Empreendedores de Micro e Pequenas Empresas - PNCA – MPE, que tem como objetivo principal promover a coordenação e a gestão estratégica das iniciativas de capacitação para micro e pequenas empresas no País e que será determinante para os órgãos de governo e indicativas para as entidades do setor privado.





